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Síndrome Burnout – O que é, sintomas

Síndrome Burnout - O que é, sintomas 1

Síntomas da Síndrome de Burnout

O ano era 2007, e aquele tinha tudo para ser só mais um dia comum na vida da jornalista Arianna Huffington, fundadora do HuffPost: horas e horas escrevendo, falando com pessoas, produzindo e entregando. Uma sexta-feira como outra qualquer, se não acabasse com Arianna acordando em uma poça de sangue em seu escritório, após ter desmaiado e quebrado um osso da face. Exausta, sob grande pressão e dormindo pouco, ela sofreu burnout.

O que é a Síndrome de Burnout?

A OMS anunciou há pouco a entrada da Síndrome de Burnout no próximo CID (índice internacional de doenças), em 2022. Uma pesquisa recente revela que, no Brasil, 72% dos trabalhadores têm algum problema decorrente de estresse; desses, 32% sofreriam de burnout. O tema tem ganhado destaque, e todos parecem concordar que o modelo atual de produtividade ininterrupta precisa ser reconfigurado. Mas, como na prática a história é outra, muitas pessoas ainda se sentem culpadas se não respondem alguma mensagem sobre trabalho no domingão ou se recusam um invite para as 21h porque têm natação. Não é raro a galera de startups e agências “ostentar” pizzas no escritório às 3h da manhã como se fosse algo cool, quando na verdade todos estão apenas podres de cansaço.

Como quebrar essa cultura de negócios e mostrar que bem-estar e desempenho não são inimigos? Responder a essa pergunta é o que move Arianna desde aquele fatídico dia. A busca rendeu dois livros (Thrive The Sleep Revolution), palestras mundo afora e a fundação de uma nova companhia, a Thrive Global. Ou seja, mesmo descansando mais (ou por causa disso), ela continua superprodutiva e bem-sucedida. O caminho não é simples, mas Arianna mostra alguns passos.

Dicas para tratar

Primeiro, estabeleça prioridades; faça isso como um exercício diário considerando uma carga de trabalho realista para você e seu time. A segunda dica é: aprenda a ficar confortável com a incompletude: “Não há ninguém em nenhum trabalho interessante que possa concluir tudo o que poderia ter feito naquele dia”, diz ela. Com isso em mente, estabeleça um horário arbitrário para encerrar as atividades profissionais do dia. Esse horário pode variar conforme as demandas, mas precisa ser definido previamente (nada de “só vou terminar mais um negocinho aqui”). Deu a hora? Considere que, a não ser que seja uma questão de vida ou morte, seu descanso também tem valor.

Virar a noite para entregar um projeto eventualmente não é problema, mas não pode ser regra. Em um mercado regido pela inovação, sempre há algo a ser feito ou inventado; porém, precisamos de pausas para recarregar as baterias, sob o risco de pifarmos irremediavelmente — e, aí sim, botar tudo a perder.

Texto por The Brief

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